Seu amor não era bonito,
Nem feio...
Muito menos lindo,
nem, tampouco, pedante...
Nem puro,
nem pecador...
nem talento,
nem técnica...
nem infantilidade,
nem maturidade...
Apenas Sincero.
Um amor sincero, instável e ardente,
Porém carinhoso e presente.
Um amor sincero e natural.
Tinham um amor que não usava perfume,
nem pra seduzir, nem pra sufocar.
Um amor sincero e alado.
Meio amizade, meio tesão, meio irmãos...
Meio carência, meio parceria,
meio arte, meio política,
meio dialética, meio desconstrução,
meio loucura, meio razão...
Um amor de tantas metades
que esqueceu a matemática...
Um amor sincero,
um amor natural,
um amor livre,
um amor Desenhado...
“Desenhar: ato orgástico...
Nas viagens em versos da vida
dançar com o lápis
nos acordes coloridos
da palavra Amizade...”
O amor sincero.
"Malícias maluqueiras, e perversidades, sempre tem alguma, mas escasseadas. Geração minha, verdadeira, ainda não eram assim. Ah, vai vir um tempo, em que não se usa mais matar gente... [...] 'Maluqueiras – é o que não dá certo. Mas só é maluqueira depois que se sabe que não acertou!'” (Riobaldo Tatarana) *** "Podem dizer que isto é loucura, mas é somente a mais pura maneira de se amar." (Jorge Mautner)
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Um amor sincero.
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domingo, 25 de novembro de 2012
Utopias noturnas
Uma flor rosa de energia pairava no ar,
semeando amizade e risadas...
O espírito das gerações passadas envolvia
essa nova juventude risonha que canta,
transa, bebe,
fuma, enlouquece,
grita, sonha,
pensa e luta!
Somos as raízes de algo novo,
sugando a energia e o conhecimento da terra,
das tradições de luta, do que já foi feito...
para fazer novamente, melhor e mais forte...
até que os sonhos se realizem e possamos, de fato, viver.
Sejamos a antítese e façamos a síntese.
Cantando e sonhando,
lutando e amando,
rindo e gritando,
até que o sol nasça sobre o mar
transformando a noite apenas em lembranças
e os sonhos em realidade.
Niterói, Ingá, 21 de Dezembro de 2012.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Apelo em tempos de Guerra.
Povo judeu...
Povo triste e cansado...
Obrigaram-te a trabalhar,
te usaram de cobaia,
te chutaram e te mataram...
Separaram tuas famílias,
te prenderam entre muros e ratos,
roubaram tua casa e tuas filhas...
queimaram tua cultura e teus corpos...
Povo triste e cansado...
E com memória curta.
Sofreu tanto e nada aprendeu?
Ou será que aprendeu até demais?
Porque faz com teus irmãos de deserto
o mesmo que os filhos da neve fizeram com você?
Judeus, Árabes, Arianos, Cristãos, nada faz sentido...
Somos seres humanos.
E devemos estar ao lado de todos os que sofrem e são perseguidos.
Digamos não ao Holocausto e ao Nazismo.
Digamos não à exploração do povo e ao capitalismo.
Digamos não ao Estado de Israel e às lágrimas dos palestinos.
Digamos não à guerra e suas vitimas.
Digamos não ao sofrimento.
E lutemos, matemos, guerreamos, sim...
mas pela Paz e pela Justiça,
não por uma raça ou religião,
mas pela classe trabalhadora
e por um mundo onde sejamos todos seres humanos
felizes e livres.
“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.”
Rio de Janeiro, Jacarépagua, 16 de Novembro de 2012
Povo triste e cansado...
Obrigaram-te a trabalhar,
te usaram de cobaia,
te chutaram e te mataram...
Separaram tuas famílias,
te prenderam entre muros e ratos,
roubaram tua casa e tuas filhas...
queimaram tua cultura e teus corpos...
Povo triste e cansado...
E com memória curta.
Sofreu tanto e nada aprendeu?
Ou será que aprendeu até demais?
Porque faz com teus irmãos de deserto
o mesmo que os filhos da neve fizeram com você?
Judeus, Árabes, Arianos, Cristãos, nada faz sentido...
Somos seres humanos.
E devemos estar ao lado de todos os que sofrem e são perseguidos.
Digamos não ao Holocausto e ao Nazismo.
Digamos não à exploração do povo e ao capitalismo.
Digamos não ao Estado de Israel e às lágrimas dos palestinos.
Digamos não à guerra e suas vitimas.
Digamos não ao sofrimento.
E lutemos, matemos, guerreamos, sim...
mas pela Paz e pela Justiça,
não por uma raça ou religião,
mas pela classe trabalhadora
e por um mundo onde sejamos todos seres humanos
felizes e livres.
“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.”
Rio de Janeiro, Jacarépagua, 16 de Novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
A noiva e o pirata.
Teus cabelos ostentam
apagadas cores
de vidas passadas...
Escorregando pela sua pele,
pálida de morte...
Teus olhos vermelhos
inundam o rosto lindo
de dor... Dor de amor correspondido,
maduro, eterno,
porém destruído.
O amor foi destruído
e transformado...
Continuou enorme.
Mas deixou de ser Amor...
Virou vício. Virou dependência.
Virou morte.
Falsa felicidade cínica e dissimulada,
sem ao menos ser obliqua...
Falsa felicidade viciosa,
viciante, vacilante
que corroeu o amor verdadeiro
e assim a vida se partiu...
Se partiu em dois grandes símbolos de solidão...
O primeiro: um enorme navio pirata
vagando, voando e naufragando pelo mundo,
e, o outro, em terra, tu: a linda noiva,
em coma na noite de núpcias,
à espera de seu príncipe pirata
que dormirá eternamente no fundo do mar.
E nunca mais virá para dar vida novamente
às muitas cores de teus cabelos.
Niterói, Ingá, 7 de Novembro de 2012
apagadas cores
de vidas passadas...
Escorregando pela sua pele,
pálida de morte...
Teus olhos vermelhos
inundam o rosto lindo
de dor... Dor de amor correspondido,
maduro, eterno,
porém destruído.
O amor foi destruído
e transformado...
Continuou enorme.
Mas deixou de ser Amor...
Virou vício. Virou dependência.
Virou morte.
Falsa felicidade cínica e dissimulada,
sem ao menos ser obliqua...
Falsa felicidade viciosa,
viciante, vacilante
que corroeu o amor verdadeiro
e assim a vida se partiu...
Se partiu em dois grandes símbolos de solidão...
O primeiro: um enorme navio pirata
vagando, voando e naufragando pelo mundo,
e, o outro, em terra, tu: a linda noiva,
em coma na noite de núpcias,
à espera de seu príncipe pirata
que dormirá eternamente no fundo do mar.
E nunca mais virá para dar vida novamente
às muitas cores de teus cabelos.
Niterói, Ingá, 7 de Novembro de 2012
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domingo, 28 de outubro de 2012
Névoa.
A fumaça do cigarro
sai de minha mão
e encontra a do incenso
que inunda o quarto,
junto com a calma música antiga.
Paz e morte se misturam no ar,
criando uma névoa branca e hegemônica...
Uma névoa confusa...
Esta Névoa habita em meu peito,
mas, aqui, ao invés de se misturarem,
seus ingredientes se intercalam...
Paz e morte dançam,
cada uma à sua hora,
tocando a trilha sonora de minha
-hora triste, hora louca-
Existência.
Nem paz, nem loucura, nem lágrimas,
só queria, ao menos uma vez,
que essa Névoa fosse feliz.
27 de Outubro de 2012, Rio de Janeiro, Jacarépagua.
sai de minha mão
e encontra a do incenso
que inunda o quarto,
junto com a calma música antiga.
Paz e morte se misturam no ar,
criando uma névoa branca e hegemônica...
Uma névoa confusa...
Esta Névoa habita em meu peito,
mas, aqui, ao invés de se misturarem,
seus ingredientes se intercalam...
Paz e morte dançam,
cada uma à sua hora,
tocando a trilha sonora de minha
-hora triste, hora louca-
Existência.
Nem paz, nem loucura, nem lágrimas,
só queria, ao menos uma vez,
que essa Névoa fosse feliz.
27 de Outubro de 2012, Rio de Janeiro, Jacarépagua.
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Versos de Botequim II
Os bêbados jogam sinuca,
a jukebox volta no tempo,
tocando sambas tão -ou mais- antigos quanto ela...
E eu? Eu fumo e observo.
Observo aqueles que,
assim como à Kerouac,
mais me interessam...
Os loucos, os bêbados, as jukeboxes,
os sambas, as garrafas, os velhos...
Os inúteis.
Inúteis para essa sociedade careta,
produtivista e, ironicamente, falida.
Os loucos... Os sábios...
Fumo, observo... Aprendo.
Eles, todos eles,
do dono à jukebox
enchem o bar de alegria...
Uma triste alegria esquecida no passado...
Uma triste alegria esquecida no passado de Malandros e Mulatas...
no passado de noites cheias de estrelas e de serenatas...
O único canto de presente,
o único canto de tristeza,
é o canto em que me escondi.
Esse canto calado em fumaça e versos malfeitos...
Esse canto que chamo de vida.
27 de Outubro de 2012, Rio de Janeiro, Jacarépagua.
a jukebox volta no tempo,
tocando sambas tão -ou mais- antigos quanto ela...
E eu? Eu fumo e observo.
Observo aqueles que,
assim como à Kerouac,
mais me interessam...
Os loucos, os bêbados, as jukeboxes,
os sambas, as garrafas, os velhos...
Os inúteis.
Inúteis para essa sociedade careta,
produtivista e, ironicamente, falida.
Os loucos... Os sábios...
Fumo, observo... Aprendo.
Eles, todos eles,
do dono à jukebox
enchem o bar de alegria...
Uma triste alegria esquecida no passado...
Uma triste alegria esquecida no passado de Malandros e Mulatas...
no passado de noites cheias de estrelas e de serenatas...
O único canto de presente,
o único canto de tristeza,
é o canto em que me escondi.
Esse canto calado em fumaça e versos malfeitos...
Esse canto que chamo de vida.
27 de Outubro de 2012, Rio de Janeiro, Jacarépagua.
sábado, 20 de outubro de 2012
A metamorfose de teus olhos
Teus olhos queimavam...
Queimavam com o mais lindo, clichê
e carinhoso fogo de ternura e afeto.
Hoje são apenas uma lembrança triste
de um amor feliz...
Um amor feliz que entre as curvas
e as sombras do labirinto cotidiano,
mudou...
Talvez tenha acabado... Talvez apenas mudado...
Oxalá esteja em metamorfose
para algo melhor e inédito.
Contudo, hoje é, ainda, apenas uma lembrança triste,
dos olhos felizes que me ensinaram a viver novamente.
E o abraço que me aquecia
e me servia de refúgio feliz ao caos?
Ah, Aquele abraço doce e apaixonado,
que me enlaçava e me ensinava a ver o mundo com cores...
e fazia o triste filme em preto e branco de minha vida
se tornar uma comédia romântica para intelectuais.
Esse abraço transformador e sincero,
com cheiro de sexo e lavanda,
se molhou de lágrimas
e se transformou junto com o olhar tristonho
e se tornou compromisso e saudades...
ainda um refugio ao caos,
porém solitário e antigo...
Acima de tudo técnica, como num filme de Truffaut.
Oxalá seja apenas a metamorfose.
Niterói, Ingá, 19 de Outubro de 2012
Queimavam com o mais lindo, clichê
e carinhoso fogo de ternura e afeto.
Hoje são apenas uma lembrança triste
de um amor feliz...
Um amor feliz que entre as curvas
e as sombras do labirinto cotidiano,
mudou...
Talvez tenha acabado... Talvez apenas mudado...
Oxalá esteja em metamorfose
para algo melhor e inédito.
Contudo, hoje é, ainda, apenas uma lembrança triste,
dos olhos felizes que me ensinaram a viver novamente.
E o abraço que me aquecia
e me servia de refúgio feliz ao caos?
Ah, Aquele abraço doce e apaixonado,
que me enlaçava e me ensinava a ver o mundo com cores...
e fazia o triste filme em preto e branco de minha vida
se tornar uma comédia romântica para intelectuais.
Esse abraço transformador e sincero,
com cheiro de sexo e lavanda,
se molhou de lágrimas
e se transformou junto com o olhar tristonho
e se tornou compromisso e saudades...
ainda um refugio ao caos,
porém solitário e antigo...
Acima de tudo técnica, como num filme de Truffaut.
Oxalá seja apenas a metamorfose.
Niterói, Ingá, 19 de Outubro de 2012
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Visita na prisão
Em uma da muitas noites de insônia e escuridão
que tive nos meus tempos de prisão,
cansei de rodar de um lado pro outro em minha cela
e fui fazer algo que me dava enorme satisfação
na minha velha e livre juventude:
Ascendi, lentamente, um cigarro
De fronte pro espelho… como numa tela de cinema…
Contudo, quando encarei aquele olhar,
que me fitava do pequeno e sujo espelho pendurado entre as grades,
reconheci aqueles olhos,
mas não eram os que eu esperava…
não eram os olhos de uma imitação barata
de James Dean ou Che Guevara.
O olhar triste e cansado que me encarava
pertencia a um menino que conheci há muitos anos atrás.
Um menino solitário e calado consigo mesmo…
Para os outros agitado e levado
mas apenas para chamar atenção.
Um menino arteiro e falante,
que o era,
apenas para não deixar que o abandonassem.
Um menino sozinho e perdido.
Um menino condenado a viver a infância na prisão
e a morrer criança sem nunca ter visto uma janela sem grades.
16 de Outubro de 2012, Rio de Janeiro, Jacarépagua.
que tive nos meus tempos de prisão,
cansei de rodar de um lado pro outro em minha cela
e fui fazer algo que me dava enorme satisfação
na minha velha e livre juventude:
Ascendi, lentamente, um cigarro
De fronte pro espelho… como numa tela de cinema…
Contudo, quando encarei aquele olhar,
que me fitava do pequeno e sujo espelho pendurado entre as grades,
reconheci aqueles olhos,
mas não eram os que eu esperava…
não eram os olhos de uma imitação barata
de James Dean ou Che Guevara.
O olhar triste e cansado que me encarava
pertencia a um menino que conheci há muitos anos atrás.
Um menino solitário e calado consigo mesmo…
Para os outros agitado e levado
mas apenas para chamar atenção.
Um menino arteiro e falante,
que o era,
apenas para não deixar que o abandonassem.
Um menino sozinho e perdido.
Um menino condenado a viver a infância na prisão
e a morrer criança sem nunca ter visto uma janela sem grades.
16 de Outubro de 2012, Rio de Janeiro, Jacarépagua.
Novos Versos de Grajaú
Antes havia um refugio no passado…
Uma casa velha e aconchegante,
esqucida no tempo…
Um refúguio das loucuras e tempestades do presente,
dos sonhos e das dúvidas do futuro.
Um jardim, um quintal… campos de morango…
Uma rede… Uma vitrola…
Me escondia e me esquecia do mundo,
naquele castelo simples e desbotado,
naquele canto de infancia…
Mas as tempestades cresceram
e o presente voltou no tempo.
As nuvens invadiram os portões da garagem,
a chuva molhou o quintal e os morangos,
todo canto vazio daquele passado anterior a mim
se encheu do meu presente… se encheu da vida que fugia.
Caixas e novas tecnologias,
Conversas e fumaças…
Meu refugio havia sido destruido.
O silencio sumiu, as tintas secaram,
Os morangos apodreceram
e os discos se arranharam.
Minha nostalgia se molhou de lágrimas alheias
e os problemas vieram me buscar…
Os loucos conversavam na sala de estar
e os pulmões se esqueceram de viver,
fazendo os cérebros voltarem a pensar.
O presente estava ali. O futuro também.
E mais uma vez, o passado era apenas isso…
Passado.
13 de Outubro de 2012, Rio de Janeiro, Grajaú
Uma casa velha e aconchegante,
esqucida no tempo…
Um refúguio das loucuras e tempestades do presente,
dos sonhos e das dúvidas do futuro.
Um jardim, um quintal… campos de morango…
Uma rede… Uma vitrola…
Me escondia e me esquecia do mundo,
naquele castelo simples e desbotado,
naquele canto de infancia…
Mas as tempestades cresceram
e o presente voltou no tempo.
As nuvens invadiram os portões da garagem,
a chuva molhou o quintal e os morangos,
todo canto vazio daquele passado anterior a mim
se encheu do meu presente… se encheu da vida que fugia.
Caixas e novas tecnologias,
Conversas e fumaças…
Meu refugio havia sido destruido.
O silencio sumiu, as tintas secaram,
Os morangos apodreceram
e os discos se arranharam.
Minha nostalgia se molhou de lágrimas alheias
e os problemas vieram me buscar…
Os loucos conversavam na sala de estar
e os pulmões se esqueceram de viver,
fazendo os cérebros voltarem a pensar.
O presente estava ali. O futuro também.
E mais uma vez, o passado era apenas isso…
Passado.
13 de Outubro de 2012, Rio de Janeiro, Grajaú
Serra Grajaú-Jacarépagua
Todos os sonhos acabam entre as curvas dessa serra
Se desmancham no ar pesado que bate na janela…
A cada curva chega-se mais próximo do caos,
a cada curva o ar fica mais rarefeito,
a escuridão mais próxima
e ao topo nem mais vista temos.
Ah, a vista desta Serra…
Apenas uma lembrança bela e triste,
de outra vista maravilhosa,
a vista colorida e psiquica
do louco por do sol niteroiense.
Mas aqui a vista ainda é bela,
porém fria e triste, sóbria…
e ainda acaba no topo.
E a cada curva o topo está mais próximo, e depois dele a solidão dos prisioneiros…
Todos os sonhos acabam entre as curvas dessa Serra.
6 de Outubro de 2012, Rio, Serra Grajaú-Jacarépagua
Se desmancham no ar pesado que bate na janela…
A cada curva chega-se mais próximo do caos,
a cada curva o ar fica mais rarefeito,
a escuridão mais próxima
e ao topo nem mais vista temos.
Ah, a vista desta Serra…
Apenas uma lembrança bela e triste,
de outra vista maravilhosa,
a vista colorida e psiquica
do louco por do sol niteroiense.
Mas aqui a vista ainda é bela,
porém fria e triste, sóbria…
e ainda acaba no topo.
E a cada curva o topo está mais próximo, e depois dele a solidão dos prisioneiros…
Todos os sonhos acabam entre as curvas dessa Serra.
6 de Outubro de 2012, Rio, Serra Grajaú-Jacarépagua
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